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A Torre de Hércules é o único farol romano e o mais antigo que ainda está em funcionamento.
A sua altura é de 55 metros (36 metros da sua construção romana e 19 da sua restauração de 1789 para a modernização do sistema de sinalização marítima). A sua altura focal é de 106 metros acima do nível do mar. A sua planta é quadrangular e cada lado mede cerca de 11,75 metros. Sobre esta parte quadrangular ergue-se outra poligonal na qual assenta o farol.
Até ao século XX chamava-se Farol de Bigantia (Farum Brigantium, hoje A Corunha). O nome de Torre de Hércules provém de várias lendas sobre a sua construção. Uma delas conta que Hércules chegou às costas galegas que rodeiam esta torre e foi aí que enterrou a cabeça do gigante Gerión depois de o derrotar. Esta lenda enquadrar-se-ia na continuidade do legado romano sobre o tartéssio-fenício de Gerión.
Alguns historiadores acreditam que no local desta torre se situava a Torre de Breogán, que aparece no ciclo mitológico da Irlanda, de onde Ith (filho de Breogán) teria avistado as costas irlandesas.
Embora tenha sido reedificada pelos romanos, esta torre tem uma origem desconhecida. Na base desta torre foi encontrada uma pedra votiva cuja inscrição identificava o arquiteto Cayo Sevio Lupo, proveniente de Aeminium (Coimbra).
Na Idade Média deixou de ter a sua função de farol e passou a ser uma fortificação. Mas em 1682 o arquiteto Amaro Antune foi encarregado pelo duque de Uceda da sua restauração. Essa restauração terminou durante o reinado de Carlos III. A parte neoclássica foi concluída em 1791 por Eustaquio Giannini, que corresponde à atual fachada.
A Torre de Hércules foi candidata em 2007 a ser declarada Património da Humanidade, vindo essa declaração a ocorrer dois anos mais tarde. Em 9 de setembro de 2008 foi geminada com a Estátua da Liberdade de Nova Iorque e dezasseis dias mais tarde com o Farol de Morro, em Havana.
À sua volta podemos ver também um Parque Escultórico, como um museu ao ar livre. Neste parque encontram-se mais de uma quinzena de obras de destacados artistas do século XX, como Manolo Paz e Francisco Leiro.
Data de construção: Séculos I d.C., XVII e XVIII.
Autor: Amaro Antune, Eustaquio Giannini, Cayo Sevio
Estilo: Neoclássico, Romano Clássico
Categoria: Civil
Tipo: Farol, Torre
Morada e telefone
Horários
Preços
Serviços
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A Paróquia Igreja de Santa Maria e Santiago fica no centro histórico da Corunha. É a mais antiga da cidade e conserva restos romanos no seu interior.
Data do românico da Escola Compostelana (século XII), com reformas posteriores. Originalmente a sua planta era de três naves, cada uma com ábside no fundo. Atualmente, a igreja tem planta de salão, conservando-se os três ábsides das antigas naves. Após os incêndios sofridos e as respetivas reformas, o que melhor se conserva da construção original é a cabeceira com estes ábsides.
Na parede norte conserva-se um antigo pequeno portal com o Agnus Dei no centro do tímpano rodeado de flores. A arquivolta românica é decorada com rosetas.
Na parede sul abre-se o portal principal, de construção posterior e apontada, com o relevo equestre de Santiago no seu tímpano. Tanto as arquivoltas como os capitéis sobre os quais estas repousam apresentam belas figuras escultóricas religiosas, já erodidas pelo tempo. O portal está ladeado pelos apóstolos São João e Santiago nas ombreiras. Sobre este portal abre-se um grande rosácea.
Ao passar de três naves a uma de salão no interior, a cobertura é sustentada por robustos arcos-diafragma apontados da época gótica. Estes arcos descansam sobre pilastras que conservam os capitéis das naves laterais originais. Os três ábsides da fábrica românica estão muito reformados no seu interior, cujos capitéis também são os originais e estão decorados com motivos vegetais e zoomórficos.
Entre as peças que se conservam no interior desta igreja destaca-se uma pia batismal e interessantes aras romanas (pequenos altares de pedra). Também se devem mencionar antigos sepulcros e um púlpito de pedra que data do século XVII.
Em 18 de agosto de 1972, a Igreja de Santiago da Corunha foi declarada Monumento histórico-artístico.

A Praça de María Pita é o centro nevrálgico da capital da Corunha, onde se encontra o monumental Palácio de María Pita, atualmente paço municipal da câmara.
O seu nome deve-se à heroína galega María Pita. Anteriormente chamou-se praça de Alesón, Liberdade e Derribo.
Foi construída no último terço do século XIX pelo arquiteto municipal Juan de Ciórraga. O pavimento data de 1937, enquanto o alcatroamento é dos anos cinquenta. A sua transformação em zona pedonal só ocorreu em 1987, quando foi construído um parque de estacionamento subterrâneo e um túnel.
Arquitetonicamente, esta praça tem planta retangular com mais de 10.000 metros quadrados. No seu lado norte encontra-se o monumental Palácio de María Pita, construído em estilo eclético por Pedro Mariño (1908-1912) e que hoje funciona como câmara municipal da cidade.
Os outros três lados são ocupados por elegantes edifícios com varandas e arcadas com arcos no piso térreo. Estas arcadas albergam estabelecimentos de restauração de vários tipos, como restaurantes de cozinha galega, pizzarias ou bares de tapas.
O centro da praça é dominado pela Estátua de María Pita, um conjunto escultórico em bronze da autoria de Xosé Castiñeiras.

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