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Início / Províncias de Espanha / Badajoz / Mérida / O que ver em Mérida /

Museu de Arte Romano

O edifício assenta sobre vestígios romanos que podem ser contemplados e, a partir do mesmo, por um subterrâneo acede-se ao teatro e ao anfiteatro.

Possui uma excelente coleção de materiais artísticos da época romana: elementos construtivos, esculturas, pinturas, mosaicos, numismática, louças, enxoval doméstico, etc. Inclui grande parte da coleção visigótica da cidade.

Constitui um centro turístico e de informação de primeira ordem, pois nele se realizam congressos, conferências, cursos, exposições e muitas outras atividades de âmbito nacional e internacional.

Data de construção: Séc. XX (1981 -1985)

Autor: Rafael Moneo

Estilo: Contemporâneo

Categoria: Museu

Tipo: Museu

Organize a sua visita

Morada e telefone

  • Calle José Ramón Mélida, s/n. 06800 Mérida (Badajoz)
  • +34 924 311 690

Horários

  • De terça-feira a sábado:
    • De 1 de outubro a 31 de março: das 9:30 às 18:30 horas.
    • De 1 de abril a 30 de setembro: das 9:30 às 20:00 horas.
  • Domingos e feriados: das 10:00 às 15:00 horas.
  • Encerrado: 
    • Todas as segundas-feiras.
    • 1 de janeiro, 1 de maio, 24, 25 e 31 de dezembro e dois feriados locais.

Preços

  • Normal: 3 €.
  • Reduzida: 1,50 € (Cartão Jovem e estudantes da União Europeia, com acreditação).
  • Gratuita: reformados, desempregados e menores de 18 anos da União Europeia, com acreditação; sábados à tarde e domingos de manhã, 12 de outubro e 6 de dezembro. Além do Dia Internacional dos Museus (18 de maio) e do Dia do Património Mundial (16 de novembro).

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Onde fica

O que ver em Mérida

Foi mandada construir por Abderraman II. No ano 835 d. C. (mês de Rabit II de 220, segundo se lê na inscrição em mármore sobre a porta de acesso) terminaram as obras. [+]

Foi mandada construir por Abderraman II. No ano 835 d. C. (mês de Rabit II de 220, segundo se lê na inscrição em mármore sobre a porta de acesso) terminaram as obras.

Os principais objetivos que motivaram a sua construção foram os de servir de proteção aos seus governantes e súbditos, durante as constantes sublevações emeritenses, além de dominar a passagem proporcionada pela ponte sobre o rio Guadiana.

O perímetro da Alcáçova é de aproximadamente 550 metros. Os muros, com cerca de 2,70 metros de espessura e 10 metros de altura, estão construídos na sua maioria com silhares de obras romanas e visigóticas anteriores em granito e, a preencher a estrutura, terra, pedras e argamassa.

Adossadas ao muro distribuem-se cerca de vinte e cinco torres de base quadrangular que também servem de contrafortes.

O acesso principal ao recinto está ladeado por duas torres e duas portadas em que predominam os arcos em ferradura.

No seu interior conserva-se a cisterna que fornecia água à guarnição. Destacam-se especialmente a escadaria dupla que desce até ao reservatório de água.

Adossado à muralha, no seu lado norte, encontra-se o Conventual Santiaguista, edificado pelos cavaleiros da Ordem em 1230, onde instalaram a Casa da Ordem e Comenda.

O conjunto foi recentemente reabilitado e é atualmente utilizado como sede da Presidência da Junta da Extremadura.

Situado muito perto do Teatro, está ligado a ele por um pequeno passadiço que une ambos os monumentos. Por isso faz parte do Conjunto Arqueológico de Mérida, um dos principais e mais extensos de Espanha. Foi declarado Património Mundial em 1993 pela ... [+]

Situado muito perto do Teatro, está ligado a ele por um pequeno passadiço que une ambos os monumentos. Por isso faz parte do Conjunto Arqueológico de Mérida, um dos principais e mais extensos de Espanha. Foi declarado Património Mundial em 1993 pela UNESCO.

Era uma construção mais popular do que o próprio teatro. Foi inaugurado no ano 8 a. C. Nele tinham lugar as lutas entre gladiadores, entre feras ou entre homens e feras. Chamavam-se venationes.

Trata-se de um edifício talhado e escavado no centro de um monte, nas encostas do cerro de San Albín. Tem forma elíptica com a arena em planta de cruz e capacidade para 14 000 espetadores.

O eixo principal media 126 metros e o menor 102 metros. A arena media 64 por 41 metros. Esta dispunha de uma fossa bestiaria no centro que era coberta de madeira e areia. Albergava os animais que enfrentavam os gladiadores.


Consta de uma bancada com ima, media e summa cavea, e uma arena central. Dispunha de escadas –scalae- e corredor que comunicavam as diferentes partes –cunei-.


A ima cavea dispunha de uma fila reservada à classe dirigente e de mais dez para o público plebeu. Foram construídas duas tribunas em ambos os lados do eixo menor, uma sobre o corredor de entrada e outra em frente. Sob elas foram encontradas as inscrições que datam o anfiteatro.

Após a Reconquista de 1229, foi o local escolhido para erguer a igreja dedicada a Santa Eulália, a padroeira da cidade, perseguida e martirizada na época de Diocleciano. [+]

Após a Reconquista de 1229, foi o local escolhido para erguer a igreja dedicada a Santa Eulália, a padroeira da cidade, perseguida e martirizada na época de Diocleciano.

A primitiva basílica terá sido construída no século V d. C. Em época islâmica, o edifício terá sido abandonado.

Será no século XIII, depois da conquista da cidade por Afonso IX, que o templo será reedificado, com acentuadas modificações.

Tem planta basilical com três naves e cabeceira tripartida de absides semicirculares, onde a nave principal mede aproximadamente quinhentos metros. Destacam-se as capelas laterais ao altar-mor e a porta direita da fachada em estilo românico. Algumas notas iniciais do gótico observam-se na arcaria cega apontada que acolhe vãos rectangulares.

No interior destaca-se o tecto de madeira que cobre as suas abóbadas e capitéis, dos quais alguns procedem do templo visigótico.

As escavações no subsolo da Basílica realizadas desde 1990 trouxeram à luz o recinto subterrâneo hoje visitável. Nesta cripta apareceram importantes restos romanos e visigodos, onde se destacam os vestígios do primeiro Mausoléu martirial de Santa Eulália, tardo-romano, sobre o qual e em torno do qual se edificou a basílica visigótica, cujo frontal superior se salvou de demolições e continua a fechar o ábside do altar-mor.

No exterior conserva-se o famoso "hornito" construído em honra da mártir Santa Eulália, com os restos do que foi um templo clássico rematado por ornamentos barrocos, dedicado ao deus Marte. Dos restos do templo a Marte conservam-se parte de um entablamento coríntio, composto por uma cornija e friso em que se pode ler MARTI SACRVM VETTILIA PACVLI (consagrado a Marte por Vettilia, esposa de Paculo) e alguns umbrais, pilastras e arquitraves. Converteu-se em verdadeiro centro de veneração popular cristã.

É conhecida como "Casa do Mitreu" pela sua proximidade com os vestígios aparecidos no terreno ocupado pela Praça de Touros, relacionados com o culto a Mitra. Situada na vertente meridional do monte de San Albín. Construída em alvenaria com reforço de... [+]

É conhecida como "Casa do Mitreu" pela sua proximidade com os vestígios aparecidos no terreno ocupado pela Praça de Touros, relacionados com o culto a Mitra. Situada na vertente meridional do monte de San Albín. Construída em alvenaria com reforço de silhares nos cantos. A casa, disposta em torno de três pátios, dispõe de quartos familiares, dependências comerciais ou industriais, jardins e termas.

 

Em torno dos peristilos ou pátios porticados com jardim interior, articulam‑se as restantes dependências decoradas com mosaicos e pinturas murais de extraordinária qualidade e colorido. Destaca‑se o célebre Mosaico Cosmológico, representação alegórica dos elementos da natureza (Céu, Terra e Mar) presidida pela figura de Aion (eternidade).

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