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A Cartuxa de Miraflores é um mosteiro cartuxo de estilo isabelino, fundado por Juan II de Castela, e concluído pela sua filha, a Rainha Isabel em 1484. Durante a Idade Média foi residência de descanso do rei Henrique III.
A igreja é de uma só nave e conta com uma abside poligonal com abóbadas em estrela.
Destaca-se o cenotáfio do rei Juan II e da sua esposa Isabel de Portugal em forma estrelada, obra de Gil de Siloé.
Existem várias portas de acesso tardo-góticas. A mais espetacular é a que comunica o átrio ocidental da igreja com o claustro. É realizada ao modo gótico isabelino. Destaca-se a Capela do Santíssimo Sacramento, assim como o retábulo-mor, também obra de Gil de Siloé, de grande riqueza ornamental.
Representa o tema da Piedade, onde a figura de Cristo crucificado se inscreve num grande círculo (alusão à Eucaristia) e, aos pés da cruz, as figuras verticais da Virgem e de São João; e, na parte inferior, a Anunciação e o Nascimento, nos laterais estátuas orantes e os escudos dos reis Juan II de Castela e da sua esposa Isabel de Portugal.
Data de construção: Séc. XV (1401).
Autor: Juan de Colonia, Simón de Colonia
Estilo: Gótico isabelino
Categoria: Religioso
Tipo: Cartuxa
Morada e telefone
Horários
Preços
Entrada gratuita.
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Foi remodelado pelos arquitetos Juan de Vallejo e Francisco de Colonia em 1535. Apresenta aspeto de castelo com duas robustas torres laterais e um arco de triunfo em honra de Carlos V, com decoração em forma de fachada-retábulo, acompanhado pelas figuras mais significativas da nascente Castela. Tudo isto é presidido por Santa Maria Maior e pelo Santo Anjo da Guarda.
No seu interior destaca-se a sala da Poridade, local de reunião do Concelho de Burgos desde o século XVIII.
A sala principal é presidida por um monumental fresco de Vela Zanetti e restos de estuque mudéjar; no seu segundo piso destaca-se a farmácia do antigo Hospital de San Juan.
Atualmente é o Centro Cultural Histórico Artístico, além de sala de exposições.

O Palácio dos Condestáveis de Castela, conhecido popularmente como Casa del Cordón, é um palácio do século XV que se ergue no centro histórico de Burgos. O seu fundador foi o Condestável de Castela D. Pedro de Velasco. Sólido solar senhorial, ladeado por duas torres coroadas por uma ameada decorativa.
No seu interior destaca o pátio porticado com dois pisos de galerias e a sua grande escadaria de estilo neogótico, obra do arquitecto Vicente Lampérez. O pátio é produto da segunda fase de construção, que decorreu entre 1484 e 1497.
É conhecida como Casa del Cordón pelo grande cordão franciscano em pedra que rodeia a sua porta, envolvendo ao mesmo tempo as armas reais e as da casa de Velasco, Mendoza e Figueroa. No interior chama a atenção o grande pátio com triplo piso de galeria, de traça clássica.
Neste palácio morreu Filipe, o Belo. Os Reis Católicos receberam aqui Colombo no seu regresso da segunda viagem à América, e as Cortes reuniram-se em 1515.
Actualmente é sede da agência bancária da Caja de Burgos.

A Catedral de Burgos é uma das mais bonitas e talvez das mais representativas do país. De estilo gótico, foi fundada pelo bispo Mauricio. Destacam‑se as suas majestosas proporções e o seu exterior, tão admirável como o interior.
No centro do cruzeiro encontra‑se o túmulo de El Cid e da sua esposa Dona Jimena.
Não esquecer a sua esplêndida coleção de obras de arte, entre as quais se incluem retábulos, tapeçarias, pinturas, cadeirais de coro, túmulos e esculturas.

Construída sobre outra anterior de estilo românico, no último terço do século XIII e na primeira metade do XIV. Tem planta de três naves com simples abóbadas de ogivas.
Sob uma maciça torre, abre-se um portal do final do século XIII, enquadrado por um arco apontado, com três arquivoltas com imagens de santos, junto a ombreiras nas quais aparecem umas "estátuas-colunas", enquanto que no tímpano encontramos cenas dedicadas a Cristo e a Santo Estêvão. Sobre ele há um grande rosácea vazada na qual se podem rastrear influências da própria catedral.
Com um coro, com um precioso gótico florido e traçado flamejante, obra de Simón de Colonia e Nicolás Vergara, que trabalha além disso no trifório, arcos do órgão, escadaria do coro, sepulcros, etc.
No interior foi instalado um interessante Museu Diocesano do Retábulo.
Santo Estêvão é a única igreja, entre as paróquias de Burgos, que tem claustro, do século XIV, onde se encontram sepultadas importantes famílias da época.

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