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O sítio arqueológico de Cástulo é um dos mais visitados anualmente na Andaluzia e a nível nacional. Os vestígios que restam hoje em dia da cidade íbero-romana ocupam uma posição estratégica no vale do Guadalquivir, o que fez com que fosse, na sua época, um dos centros económicos e políticos mais importantes da península.
De origem neolítica, só no II milénio a.C. surgiu um povoado de importância. Um espaço que foi sendo ampliado com o passar do tempo e cuja economia era principalmente mineira, exploravam-se as minas de cobre, chumbo e prata. Os restos melhor conservados datam da época ibérica (século VII a.C.). Foi um ponto de conflito entre Cartago e Roma durante a Segunda Guerra Púnica, conflito que terminou com vitória romana. A ocupação imperial transformou completamente o urbanismo e converteu a cidade num ponto nevrálgico do comércio mediterrânico.
O Mosaico dos Amores, as termas e figuras como os leões são alguns dos restos mais característicos deste sítio arqueológico, verdadeiramente digno de contemplação.
Data de construção: II milénio a.C.
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O Hospital de São José e São Raimundo de Linares também é conhecido como Hospital dos Marqueses desta localidade e lugar onde morreu o toureiro “Manolete” (1947).
Arquitetonicamente, o Hospital dos Marqueses é uma construção neogótica elegante, simples e invulgar, fundada por José de Murga y Reolid e Raimunda de Osorio y Ortega, I marqueses de Linares e I viscondes de Llanteno.
Foi construído entre 1904 e 1917. Originalmente foi concebido como hospital, asilo e Casa Cuna para pobres.
Está estruturado numa planta em forma de “H” com três pisos. O seu exterior destaca-se pela construção mista em pedra branca e tijolo vermelho, e pela cobertura em telha de duas águas. A portada principal é um corpo dividido em três tramos verticais por pilastras, que estão por sua vez coroadas por pináculos, e em três níveis horizontais divididos por cornijas. Apresenta simples arcos apontados e está rematada com um campanário.
No interior encontra-se uma cripta debaixo da capela. Nela há um mausoléu de mármore e bronze realizado pelo escultor Lorenzo Coullaut Valera. Nesta cripta estão sepultados os marqueses de Linares desde 1918, ano em que foram trasladados do Cemitério da sacramental de San Justo, em Madrid.
Após um período de abandono, este hospital foi restaurado e hoje acolhe um centro de saúde e um lar de idosos.

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