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Dolmen de Menga.
É um exemplo cimeiro da arquitetura adintelada da pré-história na Europa. Caracteriza‑se pelo seu aspeto arquitetónico, com um espaço interior impressionante e inédito no continente. Para a sua construção foram usadas grandes lajes de pedra e um túmulo de 50 m de diâmetro para cobrir os 3.000 metros cúbicos de terra e rochas.
Para erguer este dólmen aproveitou‑se um ligeiro promontório do terreno para abrir uma fossa larga e alongada sobre rocha virgem. Essa fossa já tinha as dimensões do que viria a ser o sepulcro, para colocar no seu interior e na vertical os ortóstatos ou grandes lajes de pedra. Sobre estes ortóstatos foram posteriormente colocadas as gigantescas lajes de cobertura e três pilares interiores.
Estrutura‑se em três zonas: um átrio, um corredor e uma grande câmara funerária. Embora a diferença entre o corredor e a câmara não esteja muito marcada, considera‑se como um “sepulcro megalítico de corredor”. Parece também uma transição para os “sepulcros de galeria”. O comprimento total é de 17,5 metros. A altura total vai crescendo desde os 2,7 metros na entrada até aos 3,5 na cabeceira. A largura atinge os 6 metros.
O átrio assemelha‑se a mais uma parte do corredor, mas a sua forma trapezoidal e a base mais larga em direção ao exterior fazem pensar num alpendre ou num vestíbulo. Conservam‑se restos de vários ortóstatos truncados de cada lado da sua entrada. O corredor é curto e compõe‑se por três ortóstatos à esquerda e à direita com uma laje de cobertura.
Um ligeiro estreitamento conduz à grande câmara funerária, que ocupa cerca de três quartos da construção. A sua planta é alongada com tendência oval. É composta por sete ortóstatos em cada um dos lados e uma grande laje por cima, que forma a cabeceira do fundo. Os ortóstatos podem medir até 4,7 metros de altura, incluindo o metro sob a fundação. De espessura medem cerca de 1,5 m. O que mais chama a atenção são três grandes pilares alinhados ao longo do eixo longitudinal da câmara.
Este método construtivo é excecional em todo o megalitismo europeu, muito diferente de outras zonas ou regiões onde se encontram construções da mesma época. Também não tem paralelo o facto de, em 2005, ter sido encontrado atrás do terceiro pilar um poço estreito e profundo. A relação deste poço com o resto da construção ainda está por desvendar.
Dolmen de Viera.
Foi também construído parcialmente numa elevação natural, na qual se abriu uma vala para colocar na vertical os ortóstatos. Sobre estes repousam as lajes de cobertura. Toda a construção é coberta por um túmulo de 50 metros de diâmetro.
A sua planta é do tipo “sepulcro megalítico de corredor”. Este corredor tem dezenove metros de comprimento, dividido em dois troços por uma porta. A cobertura deste passadiço ou corredor é formada por 10 ou 11 lajes e conduz a uma pequena câmara quadrangular com cerca de 1,6 m de largura por 2 de altura. Esta câmara tem quatro lajes verticais e uma de cobertura.
Tholos de El Romeral.
O tholos de El Romeral é um sepulcro coberto com uma falsa cúpula. Um dos melhores exemplos desta técnica da Pré‑história na Península Ibérica. Esta falsa cúpula que o cobre é um túmulo artificial feito com camadas de barro e lajes de pedra.
A sua construção foi feita com alvenaria nas paredes e abóbadas, enquanto as lajes de pedra foram usadas nas coberturas e portas.
O seu corredor tem 26 metros, realizado por duas longas paredes‑testa e uma porta elaborada, que conduz a uma grande câmara funerária.
A câmara é de planta circular, cujo diâmetro mede 5,20 na base. O vão superior está fechado por uma laje de pedra e mede apenas 2,20 metros de diâmetro. Quanto à altura da câmara, é de cerca de 4 metros. A partir desta grande câmara abre‑se um pequeno corredor cuja construção foi feita de forma semelhante à do anteriormente referido de 26 metros. Este pequeno corredor dá acesso a outra câmara muito mais pequena, com cerca de 2,34 metros de diâmetro e uma altura de 2,40 metros.
O chão desta pequena câmara é maioritariamente ocupado por uma grande laje de calcário com 20 cm de espessura.
O túmulo com que se fez a falsa cúpula para cobrir o sepulcro mede no máximo 10 metros de altura e cerca de 85 metros de diâmetro. A parte superior fecha‑se com quatro enormes lajes.
No interior dos sepulcros mal se encontraram conteúdos funerários. Recuperaram‑se apenas várias tigelas de cerâmica, algumas pequenas ferramentas de sílex, vários machados feitos com pedra polida e algum punção de cobre.
Mas nas suas paredes conservaram‑se alguns exemplos interessantes de arte esquemática. Em concreto, vários ortóstatos (grandes lajes de pedra) do corredor de Viera estão cobertos de cavidades ou “covinhas” típicas desta arte. Num ortóstatodo corredor de Menga conservam‑se alguns motivos antropomórficos muito esquematizados em forma de cruz, feitos com um traço grosso. Completa‑se também este conjunto de arte esquemática com outro motivo semelhante a uma estrela.
Sobre os motivos de Menga, alguns investigadores pensam que são de época pré‑histórica, enquanto outros os situam numa ocupação posterior em diferentes fases históricas.
Outro assentamento anteriormente mencionado é o Cerro de Antequera ou do Marimacho, cujos estudos o identificaram como um pequeno povoado calcolítico, já em fase campaniforme.
No que se refere à Carnicería de los Moros ou Villa Romana de Antequera, ainda não foi escavada, mas é possível observar diretamente o seu ninfeu.
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O Recinto Monumental da Alcazaba de Antequera foi declarado Bem de Interesse Cultural em 1985.
De origens romanas, a estrutura atual remete-nos para a época andalusina. A construção sofreu importantes transformações fruto da passagem pelo local de diferentes culturas. Foi um recinto inexpugnável que conteve de forma significativa o avanço cristão até ao século XIV.
Destaca-se a sua Torre de Menagem, coroada pelo conhecido Relógio de Papabellotas. Nome que recebe por a cidade ter tido de vender um sobreiral para custear as diversas despesas.

A Real Colegiada de Santa Maria Maior é uma colegiada renascentista situada em Antequera. Fundada por Diego Ramírez de Villaescusa, bispo da diocese de Málaga, foi erigida sobre o que foi uma igreja com o mesmo nome.
Foi construída pelo arquiteto Pedro del Campo entre 1514 e 1550. Na sua época, constituiu um dos primeiros templos renascentistas num tempo em que na Península ainda predominava o gótico. Também intervieram na construção Pedro López, mestre‑maior da Catedral de Málaga, e Diego de Vergara.
No conjunto, a Colegiada tem planta basilical e é composta por três naves. Destaca‑se a sua imponente fachada e os seus pináculos, que recordam o gótico veneziano. Na praça onde se situa chama a atenção uma estátua de Pedro Espinosa, poeta de Antequera do Século de Ouro.

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