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A igreja de Santa Maria encontra-se em pleno centro histórico de Carmona. É o maior templo da cidade e ocupa uma das quarteirões mais importantes do centro urbano. Forma, juntamente com o Convento de Agostinhas Descalças, a Igreja de São Teodomiro (do Salvador), a Casa dos Aguilar e os palácios do Marquês das Torres e dos Rueda, um conjunto histórico de grande interesse.
É um belo templo de três naves em planta de salão, construído sobre uma antiga mesquita almóada, demolida em 1424 para construir a atual igreja.
Exteriormente destacam-se os seus volumes de construção gótica: o cimbório coberto por telhado de quatro águas, os seus contrafortes, arcobotantes, pináculos e os terraços planos das suas abóbadas. E, claro, a sua torre monumental com remate em agulha piramidal.
Intervieram aqui mestres da construção da Catedral de Sevilha, como Alonso Rodríguez e Antón Gallego. Inclusive Diego de Riaño teve a importante tarefa de abobadar o cimbório.
Unem-se diferentes estilos conforme a época: gótico, renascentista, mudéjar e barroco. No seu interior sobressaem as diferentes coberturas góticas de abóbada de nervuras, sendo mais elaborada a do cimbório central.
Entre as esculturas que alberga no seu interior, destacam-se imagens como a de São Teodomiro, padroeiro de Carmona, realizada por Juan de Arce e policromada por Juan Valdés Leal. Merece menção especial o retábulo do Nascimento, obra de Gaspar del Águila.
Data de construção: Séculos XV - XVII
Autor: D. de Riaño , Juan de Escalona, Juan de Matienzo, Pedro Díaz de Palacios, Antón Gallego, Rodrigo Gibaja, Alonso Rodríguez
Estilo: Almóada, Barroco, Gótico, Mudéjar, Neoclássico, Neogótico
Categoria: Religioso
Tipo: Igreja
Morada e telefone
Horários
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O Alcácer da Porta de Sevilha, também conhecido como Alcácer de Baixo em Carmona, deve o seu nome à Porta de Sevilha. É um bastião defensivo que se encontra na parte oeste da cidade.
Foram encontrados restos arqueológicos que datam do período compreendido entre os séculos XIV e XII a.C., mas a sua origem remonta ao século IX a.C. Neste monumento conserva‑se a marca da história de Carmona e do Ocidente, na qual esta cidade foi participante. Nos silhares da Porta de Sevilha encontra‑se o legado de fenícios, cartagineses, romanos, muçulmanos e cristãos.
Na primitiva torre do século VIII a.C., os cartagineses desenharam os seus primeiros traçados de planta quadrangular, de robustez e firmeza para fazer frente aos romanos. Em época romana, com Augusto, reforçou‑se e reformou‑se a estrutura com várias portas que hoje ainda se mantêm de pé. Chegou mesmo a construir‑se um templo do qual hoje resta parte da sua plataforma ou pódio. Os romanos continuaram a realizar intervenções neste local, especialmente no século I d.C., até fazer de Carmo “a cidade mais forte da Bética durante a Antiguidade”, segundo César.
Com a chegada dos muçulmanos, este conjunto também sofreu algumas reformas. Abriu‑se um arco de ferradura califal no século X e outro de ferradura apontado, mais externo, almóada (século XII). No século XIV, com o reinado de Pedro I, o conjunto foi reformado no interior.
Durante a segunda metade do século passado, o conjunto foi alvo de várias obras de reabilitação. Nos anos sessenta foi‑lhe retirado o conjunto de casas que lhe estavam anexas. A última reforma data de 1973, quando foram habilitados o Salão dos Presos Baixo e Alto, a Torre de Ouro e o Pátio das Cisternas. Da Torre de Ouro podem contemplar‑se vistas panorâmicas incríveis do casario de Carmona.

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