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O Palácio dos Marqueses de Benamejí é um magnífico exemplo do barroco setecentista típico de Écija e da baixa Andaluzia.
Foi propriedade do marquesado de Benamejí e posteriormente dos condes de Valverde. A sua construção data do primeiro terço do século XVIII e a sua planta é irregular. No exterior destaca-se o espetacular portal barroco e as torres em ambos os lados da fachada. No interior sobressai a sua frente principal, com um arco abatido que dá acesso a uma monumental escadaria imperial. Sem esquecer o seu pátio central e as suas arcadas de volta perfeita também muito decorativas.
Durante a ocupação francesa no início do século XIX, o palácio converteu-se num quartel. Em 1906, o Ayuntamiento de Écija adquiriu-o para o ceder à Remonta Militar durante a maior parte do século XX. Foi declarado Bem de Interesse Cultural e Monumento Nacional em 1994 e três anos mais tarde tornou-se a sede do Museu Histórico Municipal de Écija.
A exposição permanente deste museu mostra a cronologia do património de Écija. Está completada com um estudo das organizações sociais das diferentes culturas que se estabeleceram no município.
A sua secção inicial é a de arqueologia: Pré-história, Ibérico, Império Romano e Medieval. Também alberga uma sala de mosaicos romanos e outra secção dedicada ao cavalo e à arte equestre.
Uma das peças destacadas deste museu é a escultura da Amazona Ferida. Foi encontrada em 2002 no interior de um tanque romano durante umas escavações na Plaza de España. É uma cópia romana do primeiro terço do século II d.C. Está realizada em mármore grego num só bloco. A sua excecionalidade reside em conservar-se praticamente íntegra e com restos visíveis da cor com que foi finalizada. Artisticamente corresponde ao protótipo classicista grego de amazona sciarra do século V a.C.
Embora se conservem outros três exemplos (no Museu Metropolitano de Nova Iorque, Museus de Berlim e Gliptoteca Ny Garlsberg de Copenhaga), o de Écija é o único que foi encontrado fora de Roma e com as características anteriormente mencionadas.
Data de construção: Século XVIII.
Estilo: Barroco andaluz
Categoria: Civil, Museu
Tipo: Palácio
Morada e telefone
Horários
De 1 de outubro a 30 de junho:
- De terça a sexta, das 10:00 às 13:30 horas e das 16:30 às 18:30 horas.
- Sábado, das 10:00 às 14:00 horas e das 17:30 às 20:00 horas.
- Domingo e feriado, das 10:00 às 15:00 horas.
De 1 de julho a 30 de setembro:
- De terça a sexta, das 10:00 às 14:30 horas.
- Sábado, das 10:00 às 14:00 horas e das 10:00 às 22:00 horas.
- Domingo e feriado, das 10:00 às 15:00 horas.
Preços
Tarifa geral: 3 €.Serviços
Audioguias, Exposições permanentes, Visitas guiadas.Se vir algum erro ou quiser acrescentar algo a esta informação, por favor contacte-nos.

O sítio arqueológico Plaza de Armas (ou Alcácer de Écija) situa-se numa das partes mais altas da cidade. A sua superfície é de 5.480 metros quadrados. Representa a história de Écija, já que se podem observar diferentes níveis correspondentes às suas sucessivas ocupações desde as origens até hoje.
Os vestígios mais antigos documentados datam do Bronze Final, cujos fundos teriam cabanas ovais e circulares, para além de alguma estrutura retangular.
Posteriormente chegou a ocupação dos turdetanos, cujo urbanismo naquela época apresentava ruas pavimentadas. Só na época romana é que Écija voltaria a ser ocupada. Neste período arrasaram-se as estruturas ibéricas, reutilizando-se os materiais para a nova cidade. Documentaram-se na praça de armas várias estruturas domésticas, com mosaicos romanos de grande valor.
No século XI, os almorávidas arrasaram o que estava construído para erguer o alcácer de Istiya. Dois séculos mais tarde, o alcácer passou a domínio cristão após a conquista da cidade em 1240, tendo a praça sido reestruturada. Nos séculos XVI e XVII foi abandonada. Transformou-se num picadeiro de cavalos no século XVIII, sendo conhecida coloquialmente entre os habitantes de Écija como bairro do Picadeiro.
A Câmara Municipal iniciou em 1999 os trabalhos de recuperação com várias escavações, que continuam atualmente.
Destaca-se no seu interior um edifício turdetano utilizado para o culto. Alberga várias estâncias romanas com rica decoração de mosaicos, pintura mural e pavimentos de mármore. Sobressai o mosaico de Os Amores de Zeus, que mede 40 metros quadrados e se encontra num excelente estado de conservação. A sua descoberta foi catalogada como uma das dez maiores de 2015 pela National Geographic Também se conservam os restos de muralha do alcácer muçulmano, de onde se pode contemplar toda Écija.

O Palácio dos Marqueses de Peñaflor e Cortes de Graena, também conhecido como Palácio das Varandas Compridas, é um dos melhores exemplos da arquitetura barroca de Écija.
Trata-se de uma casa‑palácio barroca reformada a partir de um anterior edifício renascentista. Para esta reforma, acrescentaram‑se ao edifício primitivo várias habitações contíguas, dando como resultado em 1775 o palácio atual.
O mais surpreendente que vemos quando nos deparamos com a sua fachada curva, com mais de sessenta metros de comprimento, são as suas pinturas murais. São obra de Antonio Fernández, que as realizou a fresco entre 1764 e 1765; representam trompe‑l’oeil de elementos arquitetónicos, figuras e falsas janelas que conferem mais monumentalidade e cor ao palácio. É claro que também é singular a varanda corrida ao longo de toda esta fachada, realizada por Pedro Calderón em 1762.
Um belíssimo portal barroco dá acesso ao edifício (1726 – 1727). Foi elaborado em pedra com colunas dóricas que enquadram o vão de entrada e colunas salomónicas na varanda superior, rematado pela heráldica das armas dos linhagens que construíram este edifício: Barradas, Henestrosa, Bazán e Fernández de Córdoba. Em ângulo e sobre o portal encontra‑se um imponente miradouro de onde contemplar vistas incríveis da cidade de Écija.
Após o portal de acesso, chega‑se ao apeadeiro e ao pátio das cavalariças. Destaca‑se precisamente o portal de acesso a estas cavalariças, realizado por Juan Antonio Blanco em 1762. As cavalariças dividem‑se no interior em três naves cobertas por abóbadas de aresta sustentadas por fortes colunas. Destaca‑se também uma grande escadaria que parte do apeadeiro, pelas proporções da sua caixa e decoração. Nos muros desta encontra‑se o retábulo da Virgem do Rosário, profusamente ornamentado com trabalhos de estuque e pinturas, da autoria de Frei Antonio de Molino (1767). Não menos importante é a cúpula em meia‑laranja que cobre a escadaria.
No rés do chão do palácio há vários pátios, mas sobressai o principal. Para ele abrem‑se os dois pisos sobrepostos através de uma galeria de arcadas de volta perfeita. Estas galerias brancas contrastam com a bela fonte de pedra situada no centro do pátio. À volta do pátio existem salões cobertos por interessantes tetos de madeira artesoados.
Depois de vários anos em ruínas e fechado, o Palácio de Peñaflor pode ser visitado graças a uma obra de reabilitação; embora, por agora, apenas de forma parcial até que possa ser totalmente acessível.

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