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É um dos recantos mais emblemáticos da cidade. A sua origem remonta ao séc. XIII, quando se decidiu construir uma passagem que comunicasse a catedral com a nova casa do deão.
O arco atual encontra-se muito restaurado, correspondendo à reforma realizada no séc. XIV. O mais chamativo desta obra é o miradouro, com janelas de traçado gótico mudéjar.
Atualmente é propriedade de uma entidade financeira e, após a sua restauração, foi destinado a museu e residência de visitantes ilustres.
Data de construção: S. XIII – S. XX
Autor: Anónimo
Estilo: Gótico, Mudéjar
Categoria: Civil
Tipo: Arco
Morada e telefone
Horários
Só é possível visitar a parte exterior do monumento.
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A Basílica do Pilar é um dos santuários marianos mais importantes do mundo católico e um centro artístico de primeira ordem que reúne obras de grande valor e de diferentes épocas.
Destaca-se a Santa Capela, obra de Ventura Rodríguez, que alberga no seu interior a imagem da Virgem do Pilar, proclamada padroeira da Hispanidade.

Fundada em 1564 por Dom Hernando de Aragón, irmão de Fernando II de Aragón, o Católico. Tem planta de cruz latina, de nave única, dividida em três troços, com uma pequena ampliação em forma de cruzeiro biselado, e um comprimento total de 43,60 metros.
O portal de estuque mostra a cena da Assunção, de estilo barroco, muito comum em Aragão desde finais do século XVII. Foi atribuído a Ramirez de Arellano, tal como o retábulo.
O portal é coberto por uma abóbada de cruzaria estrelada ricamente decorada, com chaves de madeira dourada, com motivos do escudo do fundador.
O retábulo da igreja foi construído entre 1755 e 1765, do tipo altar, dividido em três corpos.
A capela do Agnus Dei, situada atrás do presbitério, está coberta por uma abóbada de cruzaria. Possui uma decoração pictórica como alegoria da visão celestial e eucarística.
A igreja da cartuxa seria decorada por Goya em 1774, formando um ciclo de onze óleos sobre tela dos quais atualmente restam apenas sete devido ao abandono durante a Guerra da Independência e à posterior desamortização. Foram realizadas a secco – óleo sobre muro.

A primeira catedral cristã de Saragoça, construída sob a invocação de São Salvador, ergue‑se no mesmo local que anteriormente ocupara o templo romano do fórum, a igreja visigótica e a mesquita maior muçulmana.
O bispo Pedro Torroja inicia a catedral em estilo românico, com três naves, transepto e três ábsides semicirculares. Entre os séculos XIV e XV começa a construção da atual catedral gótica, acrescentando‑se uma nova nave central e mais duas laterais. A sua torre barroca foi erguida por Contini, em 1686. O zimbório do final do século XV é obra de Juan Botero, baseado numa estrela de oito pontas. Em meados do século XVI são reformados os pilares e as abóbadas.
No interior destaca‑se o altar‑mor, que possui um magnífico retábulo de Meter Johan, vários sepulcros de mártires, arcebispos e infantes. O coro encontra‑se encerrado por uma valiosa grade, com uma artística sillería de carvalho talhado por Navarro. Entre as capelas destacam‑se a capela plateresca de Zaporta e a barroca de São Agostinho, bem como a de São Valero.
A capela de São Bernardo tem um grande retábulo de alabastro. Na Sala Capitular há boas pinturas de Ribera, Zurbarán e Goya. Existe um excelente museu na Sacristia, com obras‑primas de arte e especialmente uma coleção de tapeçarias flamengas góticas e renascentistas.

Destruída em 1808 devido ao Cerco de Saragoça. Foi erguida sobre a antiga necrópole cristão-romana que albergava os restos de Santa Engrácia e de outros dezoito mártires dos séculos III e IV.
Durante a dominação muçulmana, foi templo moçárabe da Taifa de Saraqusta com o nome de Igreja das Santas Massas, sendo a igreja principal do arrabalde moçárabe.
Foram encontrados dois sarcófagos paleocristãos de mármore do século IV, hoje guardados na sua cripta.
O Mosteiro Jerónimo de Santa Engrácia foi fundado por João II de Aragão. Do antigo templo subsiste o portal plateresco que recorda os portais românicos com arquivoltas. Trata‑se de um portal‑retábulo que reflete o patrocínio real do mosteiro e a sua origem martirial.
A imagem de Santa Engrácia – hoje desaparecida – presidia à entrada a partir do mainel da porta.
O mecenato régio reflete‑se nos escudos situados nas enjuntas do arco de entrada e nas imagens orantes dos Reis Católicos, Fernando e Isabel, acompanhados por São João Batista e Santa Catarina de Alexandria, bem como pelos fundadores da Ordem, São Jerónimo e Santa Paula, ladeando a Virgem entronizada ao centro.
O conjunto é coroado pela cena do Calvário, com a Fé e a Esperança nos lados.

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