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Sinagoga da Água

A Sinagoga da Água foi encontrada no Centro Histórico da cidade monumental de Úbeda. Desde 2010 pode ser visitada e é possível assistir a eventos culturais.

 

Foi descoberta em 2007, casualmente, pelo empresário Fernando Crespo, durante umas obras imobiliárias no que anteriormente era um cabeleireiro de senhoras, com o objetivo de o transformar em apartamentos turísticos.

 

No decurso dessas obras, apareceram vestígios arqueológicos de aparência medieval, como, por exemplo, capitéis. Durante dois anos, realizaram-se minuciosos trabalhos que trouxeram à luz várias estruturas ocultas em diferentes pontos do edifício. 

 

O seu interior divide-se em cinco dependências:

 

  • Pátio: um pequeno espaço porticado que dá acesso à sinagoga. Nele observam-se duas colunas originais com capitel em forma de folha de palmeira (menorà judaica).
  • Sala principal: divide-se em três naves, separadas por arcos apontados sobre pilares. Esta sala encontra-se abaixo do nível da rua. Os seus arcos estavam integrados e ocultos nas paredes da habitação que posteriormente reutilizou a estrutura da sinagoga.
  • Galeria das mulheres: a um nível superior ao da sala principal. Crê-se que era um espaço para que crianças e mulheres assistissem às cerimónias litúrgicas.
  • Adega: localizada sob uma abóbada de berço rebaixada e contém grandes talhas que estão semi-enterradas. Nelas seriam armazenados alimentos como o azeite.
  • Mikve: dependência destinada aos banhos rituais de purificação. Um espaço bastante grande para que uma pessoa se pudesse submergir na totalidade e por onde houvesse uma corrente constante de água para a sua renovação, de acordo com o judaísmo.

Este conjunto abriu as portas aos visitantes em 2010, apesar de não ter sido confirmado oficialmente que seja uma antiga sinagoga.

Data de construção: Idade Média.

Autor: Anónimo

Categoria: Religioso

Tipo: Sinagoga

Organize a sua visita

Morada e telefone

  • C/ Roque Rojas, 2 (esquina con Calle Las Parras). 23400 Úbeda (Jaén)
  • +34 953 75 81 50

Horários

  • De 18 de junho a 16 de setembro:
    • De segunda-feira a domingo: das 10:30 às 13:30 horas e das 17:45 às 20:00 horas.
  • De 17 de setembro a 17 de junho:
    • De segunda-feira a domingo: das 10:30 às 13:30 horas e das 17:00 às 19:15 horas.

Preços

  • Entrada geral: 4,50 €.
  • Menores de 12 anos: 3,50 €.
  • Grupos com mais de 15 pessoas: 3,50 €.

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Onde fica

O que ver em Úbeda

A Basílica e Real Colegiada-Igreja de Santa Maria dos Alcázares é a principal igreja desta cidade e a terceira da diocese de Jaén. [+]

A Basílica e Real Colegiada-Igreja de Santa Maria dos Alcázares é a principal igreja desta cidade e a terceira da diocese de Jaén.

 

Está situada na Plaza Vázquez de Molina. Está classificada como Monumento Nacional e faz parte do conjunto Património da Humanidade.

 

Esta basílica é o exemplo mais claro em Úbeda de sobreposição de estilos, consequência da sua longa história: gótico, mudéjar, renascentista, barroco e neogótico.

 

Foi erguida sobre a primitiva Mesquita Maior que se encontrava dentro do Alcázar. Por isso estava isolada do resto da cidade até ao início do século XVI, salvo por uma porta secundária, que ainda se conserva no claustro. Por essa porta, diz-se que entrou o rei Fernando III o Santo para consagrar a mesquita ao culto cristão, após conquistar a cidade em 1233.

 

Ainda se conservam restos da barbacã defensiva da Alcáçova, incluindo uma torreão almóada que pode ser visto no exterior da capela do Santo Enterro.

 

A sua monumental portada renascentista, enquadrada por dois destacados sineiros – realizados no século XIX –, começou a ser construída em 1510 e foi concluída em 1645, seguindo o desenho de Pedro de Vera. O relevo da Adoração dos Pastores é obra de Luis de Zayas.

 

Do mesmo estilo renascentista é a sua portada lateral, mais conhecida como “La Consolada”. Esta foi realizada por Pedro de Cobo, também com imagens de Luis de Zayas.

 

Ambas as portadas conservam os brasões episcopais de Dom Sancho Dávila, bispo de Jaén.

O interior da igreja é de estilo gótico-mudéjar e tem cinco naves sobre colunas quadrangulares.

 

No interior podemos encontrar capelas góticas com grades do Mestre Bartolomé, natural de Jaén. A antiga cobertura de artesonado de madeira foi substituída no século XVII por uma abóbada de berço. Nessa abóbada podem apreciar-se os brasões dos primeiros bispos de Jaén e de Dom Diego de los Cobos, bispo natural de Úbeda.

 

Da antiga mesquita aproveitaram-se os alicerces do pátio para construir o claustro, de planta irregular. A sua arcaria gótica é do final do século XIV, enquanto as abóbadas de traçado que assentam nesses arcos datam de 1512.

 

Em 1983 a basílica foi encerrada ao culto para a sua restauração, devido à ameaça de derrocada que apresentavam os seus pilares. Essa restauração ficou a cargo primeiro de Ilsicio Ruiz Albusac e, posteriormente, de Enrique Venegas.

 

Hoje venera-se nesta basílica a imagem da padroeira de Úbeda, Nossa Senhora de Guadalupe e do Gavellar, trazida desde a sua ermida. Nas suas capelas encontram-se as imagens processionais para a Semana Santa, realizadas por Mariano Benlliure, Francisco Palma Burgos, Jacinto Higueras e outros imaginários contemporâneos.

 

Em 2014, foi declarada Basílica Menor de Úbeda da diocese de Jaén.

O Hospital de Santiago é considerado a obra-prima do arquiteto Andrés de Vandelvira. [+]

O Hospital de Santiago é considerado a obra-prima do arquiteto Andrés de Vandelvira.

 

Começou a ser construído em 1562, como consta na escadaria, e terminou em 1575.

 

Don Diego de los Cobos (bispo de Jaén) foi quem ordenou a construção deste edifício como hospital para pobres doentes, e ao mesmo tempo como palácio e igreja-panteão.

 

Pela sua forma chegou a ser chamado de "O Escorial da Andaluzia". É uma construção de aparência austera, com pouca ornamentação, mas de grande volume. Estrutura-se em dois pisos e em torno de um grande pátio e de uma capela central. No exterior destacam-se as suas duas imponentes torres nos extremos da fachada principal. Numa delas sobressai a sua colorida cobertura de cerâmica vidrada. Outras duas torres enquadram a capela central, sendo estas de planta quadrangular e rematadas com telhado de quatro águas.

 

A sua entrada principal é um arco de volta perfeita com dupla aduela. Destaca-se um sacrário no interior do qual se encontra o alto-relevo de Santiago Matamouros. No eixo da porta de entrada ergue-se uma capela, com uma grade de três portas para aceder a ela. Essa grade foi obra de Juan Álvarez de Molina, seguindo o desenho de Vandelvira.

 

O seu pátio apresenta dupla e diáfana arcaria. Esses arcos apoiam-se em colunas de mármore procedente de Carrara. Existem outros dois pátios laterais que, hoje em dia, permanecem inconclusos. 

 

A capela destaca-se pela sua singular originalidade, já que apresenta uma planta em forma de H invertido, e duas torres transversais que se deslocam em direção ao centro da capela.

 

Uma surpreendente escadaria claustral de lanço duplo parte de uma lateral do pátio e está coberta com uma grande abóbada “suspensa”. Esta abóbada foi decorada com frescos pouco depois de ser construída. Pedro de Raxis e Gabriel Rosales são os autores a quem se atribui a realização dos frescos. Ambos estão documentados pela pintura do retábulo-mor (obra de Blas Briño e Luis de Zayas), que foi destruído em 1936.

 

Nas abóbadas da igreja, sacristia e ante-sacristia conservam-se pinturas similares de estilo maneirista e de influência ítalo-clássica. Estas pinturas constituem um dos poucos exemplos de pintura mural do Renascimento espanhol.

 

O Hospital de Santiago foi declarado Monumento Arquitetónico Histórico-Nacional em 1917. Atualmente, o seu uso está destinado a Centro Cultural, que acolhe Exposições, Congressos, Concertos Sinfónicos, Ciclos de piano, canto e outras atividades.

Também conhecido como Palácio do Marquês de Donadío, é um dos palácios renascentistas mais importantes de Úbeda. Desde 1929 é Pousada Nacional de Turismo. [+]

Também conhecido como Palácio do Marquês de Donadío, é um dos palácios renascentistas mais importantes de Úbeda. Desde 1929 é Pousada Nacional de Turismo.

 

É um claro exemplo da simplicidade e sobriedade da arquitetura castelhana na mudança de século do XVI para o XVII.

 

Foi construído em meados do século XVI por Andrés de Vandelvira, por ordem de Fernando Ortega Salido (deão da Catedral de Málaga, Chantre da Igreja de Santa María de los Reales Alcázares e primeiro capelão da Sacra Capela do Salvador).

 

A planta deste palácio é retangular, como a maioria dos que existem em Úbeda.

 

O seu pátio central é quadrangular e de carácter mais íntimo e elegante. As galerias dos dois pisos do palácio dão para o pátio através de arcadas de volta perfeita. As colunas apresentam certa influência granadina pela sua esbeltez, unindo assim a tradição nazarí à renascentista.

 

No lado sul ergue‑se a fachada principal, dividida em dois corpos horizontais. O portal principal é precedido por uma escadaria. É adintelado e enquadrado por duas colunas dóricas sobre pedestais. No topo, dois anjos sustentam as armas de D. Ezequiel Fernández de Liencres y Pando de Castañeda, I Marquês de Donadío, cuja família foi dona deste palácio durante um século.

 

As janelas deste palácio também se destacam por uma sóbria elegância, com moldura simples e frontão triangular no rés do chão; enquanto no piso superior são rematadas com frontões mistilíneos com friso simples ao centro.

 

Destacam‑se curiosamente também no exterior as argolas para atar os cavalos e as varandas em esquina, muito típicas dos palácios da época.

O Palácio Vela de los Cobos é um autêntico exemplo de palácio renascentista em pleno centro histórico de Úbeda, cidade Património da Humanidade. [+]

O Palácio Vela de los Cobos é um autêntico exemplo de palácio renascentista em pleno centro histórico de Úbeda, cidade Património da Humanidade.
 

Foi construído em meados do século XVI pelo canteiro Jorge Leal segundo os traços de Andrés de Vandelvira, arquiteto de Francisco de los Cobos (secretário de Carlos V). Está construído com silhares de pedra.


O edifício organiza‑se em três pisos distribuídos em torno de um pátio central com colunas e arcos. A monumentalidade e elegância da fachada, tal como na maioria dos palácios da época, aumenta à medida que se sobe de nível.
 

No centro do rés do chão destaca‑se a porta principal de verga reta, emoldurada por colunas coríntias. As janelas de cada lado deste piso são também de verga reta.
 

O primeiro andar tem quatro varandas: a varanda central, que está em eixo com a porta principal, é emoldurada por pilastras sobre as quais se erguem esculturas que suportam os escudos heráldicos. As varandas laterais estão ladeadas por colunas isentas. Nos extremos deste piso abrem‑se varandas em ângulo, apoiadas num mainel de mármore. Tanto as pilastras como as colunas das varandas são de ordem jónica. Sobre o dintel de todas estas varandas há um frontão triangular com candelabros nos seus vértices.
 

O piso superior apresenta uma galeria de arcos de volta perfeita, também com mainel de mármore nos seus ângulos.
 

Uma grande cornija e balaustrada rematam todo o edifício.
 

Atualmente, este palácio acolhe uma interessante coleção de obras de arte e uma biblioteca. No seu interior há também apartamentos turísticos.

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