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A conhecida como Cova de Salamanca é um dos lugares que mais histórias e mistérios guarda na cidade. Um local que na sua origem foi a cripta da já desaparecida Igreja de São Cipriano, templo românico demolido no século XVI.
Segundo a tradição popular, no seu interior dava aulas algum tipo de demónio, que após 7 anos aprisionava um dos seus alunos. Na realidade, foi um espaço usado como armazém, padaria ou carvoaria, após a destruição do templo românico de que fazia parte.
Data de construção: Século XII
Autor: Anónimo
Estilo: Românico
Categoria: Religioso
Tipo: Cripta
Morada e telefone
Horários
Preços
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A praça tem forma de quadrilátero irregular, com quatro fachadas de três pisos. No centro da fachada norte encontra-se o Paço do Concelho, sobre o qual se ergue um campanário com três sinos e quatro esculturas alegóricas da Agricultura, da Indústria, da Música e da Poesia, realizado pelo arquiteto Andrés García Quiñones, assente sobre cinco arcos maiores e coroado por um campanário em que sobressaem três sinos.
Possui 88 arcos de volta perfeita erguidos sobre fortes pilares e rematados por uma balaustrada, decorada com medalhões com personagens ilustres da história de Espanha, entre os quais figuram Carlos I, Cervantes, Afonso XI, Fernando VI ou Santa Teresa. Os baixos do edifício estão ocupados por restaurantes, bares e lojas.

A Catedral Nova tem planta em cruz latina, com três naves e capelas adossadas. A fachada principal apresenta três arcos conopiais.
Todo o conjunto está decorado com figuras humanas, de animais, entalhes heráldicos e motivos ornamentais vegetais ou geométricos. É dedicada à Virgem da Assunção.
Foi construída entre 1513 e 1733, conservando a antiga. O culto manteve‑se na velha enquanto se construía a Nova.
O muro direito da Catedral Nova apoia‑se sobre o esquerdo da velha. A torre desta nova catedral foi reforçada no século XVIII após o fatídico Terramoto de Lisboa ocorrido em 1 de novembro de 1755. Foi construída sobre a torre dos sinos da antiga.
A ideia da construção de uma nova catedral remonta ao século XV, devido ao aumento demográfico e à chegada de estudantes à Universidade. Fernando o Católico, em 1509, ordena a Antón Egas e Alonso Rodríguez que tracem o novo templo. Foi projetada paralela à velha, em pedra franca de Villamayor, de tradição gótica.
No interior destacam‑se os largos pilares de quase quarenta metros de altura.
A cúpula barroca que se eleva sobre o cruzeiro, a 80 metros de altura, produz uma impressão de grandiosidade.
O coro, obra de Joaquín Churriguera, está profundamente decorado e constitui um dos mais destacados do barroco espanhol. A Capela Dourada está decorada com simbólicos baixos-relevos e azulejos.
A Capela-mor é neoclássica; de ambos os lados há urnas com os restos de São João de Sahagún, padroeiro da cidade, e de Santo Tomás de Villanueva. A sacristia, do século XVIII, guarda telas de Maella e um relicário com numerosos objetos de valor artístico e histórico.
Em 1810, o exército francês derruba o quarteirão de casas a norte da catedral e cria‑se a atual praça de Anaya, destacando‑se a fachada norte.

O conjunto catedralício de Salamanca compreende a Catedral Velha e a Catedral Nova, que partilham a grande torre sineira. Foi fundada pelo bispo Jerónimo de Perigord. As obras começaram no primeiro terço do século XII e prolongaram-se até ao século XIV, conjugando o estilo românico com o gótico. As obras iniciaram-se graças ao impulso do bispo Afonso Barasaque. O templo é dedicado a Santa Maria da Sé.
A Catedral Velha ou de Santa Maria é uma das mais belas no seu estilo, possui planta de cruz latina com três naves rematadas por respetivos ábsides e uma magnífica cúpula sobre o cruzeiro, conhecida como a torre do Galo. A cúpula é decorada com escamas, o que, por sua vez, confere monumentalidade ao templo. Encontramos este tipo de estética na Catedral de Zamora.
No interior surgem amplas naves separadas por arcarias apontadas e cobertas por abóbadas de ogivas. Esta estrutura columnária oferece um grande número de capitéis esculpidos com magníficas esculturas e pertencentes a vários mestres.
O retábulo do Altar-mor acolhe uma das obras pictóricas mais importantes da cidade; foi realizado em 1445 por Nicolás Florentino, onde se narra a vida de Cristo e da Virgem, sendo o centro presidido pela imagem da Virgem da Vega.
A capela de São Martinho conserva pinturas murais góticas de primeira ordem na Europa. Muito interessante é o claustro, que teve de ser reformado devido a um terramoto em 1755, com as suas capelas, como a de Talavera ou a de São Bartolomeu.

Em 1218, o rei Afonso IX de Leão fundou a universidade como Escola Geral. É um edifício de planta quadrada cuja fachada é constituída por três corpos sobrepostos, separados pelos respetivos frisos, coroados por uma ameada decorativa e percorridos na direção vertical por cinco panos enquadrados entre pilastras. Algumas interpretações consideram-na uma alegoria dos vícios e das virtudes.
No primeiro corpo, que está lavrado em meio-relevo, encontra-se o medalhão com as efígies dos Reis Católicos. Sobre uma das caveiras que estão esculpidas podemos encontrar a representação de uma rã, símbolo para alguns do pecado, embora associada, segundo a mitologia estudantil, ao sucesso nos estudos.
No segundo corpo está o escudo de Carlos I.
No terceiro corpo aparece a figura de um papa, talvez Bento XIII ou Martinho V, e as imagens de Vénus e Hércules, entre medalhões.
A fachada dá a impressão de ser um imenso e rico tapete. Entre os seus autores citam-se Juan de Troyes, o mestre Egídio ou Juan de Álava. Na biblioteca guardam-se cerca de 400 incunábulos do século XV, além de uma infinidade de volumes e manuscritos.
Surge cercada por uma belíssima grade de ferro do século XVI.

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